segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Então.... É Natal?
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
A Cara à Tapa

A outra face que me perdoe,
mas, a face esquerda não dou a ninguém.
Talvez seja porque dar a cara à tapa não
seja meu feitio.
Talvez porque ache sofrer doentio.
Talvez porque seja simplesmente gente,
e gente que é gente não leva na cara.
Entrego minha cara à vida.
Meto a cara em viver cada dia,
como se fosse o último
Talvez seja culpa de minha alma virginiana,
metida a perfeita.
Talvez por isso meta os pés pelas mãos,
num malabarismo que poucos conseguem entender.
Talvez seja de meu coração tolo,
que não me permite dar a cara,
mas se entrega ao primeiro sinal de sim.
Dar a cara à tapa é para heróis
e todos os meus morreram de amor.
Até Astro, meu capitão favorito se foi.
Talvez deva inventar um novo Astro,
um que seja tão forte que suporte dar a
outra face.
Um que seja tão forte que suporte
viver sem os limites que os nascidos sob
o signo virgo se impõem.
Talvez seja assim, talvez,
um dia, entregue minha cara,
numa aposta louca, pra alguém bater de volta.
A outra face que me perdoe,
mas, por hoje, não dou a cara à tapa.
mas, a face esquerda não dou a ninguém.
Talvez seja porque dar a cara à tapa não
seja meu feitio.
Talvez porque ache sofrer doentio.
Talvez porque seja simplesmente gente,
e gente que é gente não leva na cara.
Entrego minha cara à vida.
Meto a cara em viver cada dia,
como se fosse o último
Talvez seja culpa de minha alma virginiana,
metida a perfeita.
Talvez por isso meta os pés pelas mãos,
num malabarismo que poucos conseguem entender.
Talvez seja de meu coração tolo,
que não me permite dar a cara,
mas se entrega ao primeiro sinal de sim.
Dar a cara à tapa é para heróis
e todos os meus morreram de amor.
Até Astro, meu capitão favorito se foi.
Talvez deva inventar um novo Astro,
um que seja tão forte que suporte dar a
outra face.
Um que seja tão forte que suporte
viver sem os limites que os nascidos sob
o signo virgo se impõem.
Talvez seja assim, talvez,
um dia, entregue minha cara,
numa aposta louca, pra alguém bater de volta.
A outra face que me perdoe,
mas, por hoje, não dou a cara à tapa.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Sobre Lobos e Cantores

Lobos uivam na madrugada,
por instinto uivam.
Cantores soltam a voz em todas
as horas em que o ofício os chama,
por natureza cantam.
Lobos andam em alcatéias,
cantores vivem sós, rodeados de gente.
Lobos se acasalam,
cantores têm as mais impossíveis paixões.
Lobos são crias da natureza,
cantores são produção dos homens
pelo dom da voz divina.
Cantores choram,
não como os lobos pelos tementes invernos,
mas pela inquietude que os atormenta.
Lobos se entorpecem com suas presas,
cantores são viciados
em vida, em vinho, em marijuana.
Lobos são lobos,
cantores são instrumentos.
Lobos têm cores tênues,
cantores se colorem para espetáculos
que nem sempre os fazem felizes
Lobos cometem instintamente homicídios,
cantores se suicidam por amor.
Lobos comem carne crua,
cantores se deleitam em
corpos quentes, morenos, serenos.
Não sei se lobos têm almas,
mas os cantores as têm.
Com o propósito da voz,
com o destino do palco,
com o medo da fama,
com o espinho que lhes fere a carne.
Oficiosamente lobos e cantores
se fundem na magnífica beleza
do impenetrável,
na indescritível sutileza
por instinto uivam.
Cantores soltam a voz em todas
as horas em que o ofício os chama,
por natureza cantam.
Lobos andam em alcatéias,
cantores vivem sós, rodeados de gente.
Lobos se acasalam,
cantores têm as mais impossíveis paixões.
Lobos são crias da natureza,
cantores são produção dos homens
pelo dom da voz divina.
Cantores choram,
não como os lobos pelos tementes invernos,
mas pela inquietude que os atormenta.
Lobos se entorpecem com suas presas,
cantores são viciados
em vida, em vinho, em marijuana.
Lobos são lobos,
cantores são instrumentos.
Lobos têm cores tênues,
cantores se colorem para espetáculos
que nem sempre os fazem felizes
Lobos cometem instintamente homicídios,
cantores se suicidam por amor.
Lobos comem carne crua,
cantores se deleitam em
corpos quentes, morenos, serenos.
Não sei se lobos têm almas,
mas os cantores as têm.
Com o propósito da voz,
com o destino do palco,
com o medo da fama,
com o espinho que lhes fere a carne.
Oficiosamente lobos e cantores
se fundem na magnífica beleza
do impenetrável,
na indescritível sutileza
do desconhecido,
estigmatizados pela lua cheia.
estigmatizados pela lua cheia.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Anônimo
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Poema prá Elis
Eu tenho discos e livros queexalam cheiros fortes e confusos.
Meus ouvidos ouvem músicas
e meus olhos lêem sons
de acordes que não posso tocar.
Minha casa tem portas e
janelas fechadas pro tempo,
fechadas pro vento, fechadas prá mim.
Meus discos cantam e meus livros falam,
eu não os posso ouvir.
Minhas portas rangem e minhas janelas emperram,
Eu não as posso socorrer.
Nos sonhos sou um vinil, um best- seller,
uma entrada que não sai.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Sobre Lígia

Pouco me importa que chova
ou seja dia de sol.
Não gosto de chuva, tão pouco de sol.
Só quero ir ao cinema e transformar
as bobagens que escrevi pra você
em roteiros prá Fellini filmar.
Só quero discar seu número ao
contrário e, no acaso, falar com
alguém que me queira
pra badalar em Bagdá.
Eu nunca sonhei com você,
se sonhei foi engano,
já foi, esqueci.
Só quero acordar quando for noite,
não gosto do dia, não gosto de chopp,
não gosto de bar.
Eu gosto de som, de sons e de
tons morenos em corpos de
homens, mulheres, que gostem ou não
de samba canção, de bossa e do jazz
que jaz no meu quarto,
na minha noite vazia,
que revela segredo algum,
de algum amor, que sempre
esqueci de te dar.
ou seja dia de sol.
Não gosto de chuva, tão pouco de sol.
Só quero ir ao cinema e transformar
as bobagens que escrevi pra você
em roteiros prá Fellini filmar.
Só quero discar seu número ao
contrário e, no acaso, falar com
alguém que me queira
pra badalar em Bagdá.
Eu nunca sonhei com você,
se sonhei foi engano,
já foi, esqueci.
Só quero acordar quando for noite,
não gosto do dia, não gosto de chopp,
não gosto de bar.
Eu gosto de som, de sons e de
tons morenos em corpos de
homens, mulheres, que gostem ou não
de samba canção, de bossa e do jazz
que jaz no meu quarto,
na minha noite vazia,
que revela segredo algum,
de algum amor, que sempre
esqueci de te dar.
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